quinta-feira, 17 de maio de 2012

Dedicação a minha madrinha (avó)





Quando ser avó passa a ser um dom...


É quando minhas crianças entram correndo por meio de minha sala, 


gritando, brincando, chorando..


Eis que me perco em tamanha felicidade e inocência  de meus queridos,


sempre páram para me ouvir quando tenho alguma história para contar-lhes,


quando tenho algo a lhes dizer.


Avó é a segunda benção de Deus em nossas vidas, pois a primeira é nossa mãe,


ser avó não é difícil,


difícil é lhe dar com tamanha tecnologia que não me deixam mais


ter o tempo que necessito com meus queridos,


mas quando estão tristes eis a mim que todos veem,


e eu os aconchego com toda minha paciência, amor, carinho e  dedicação.


Eles um dia poderão ate se afastar de mim,


Irão crescer, namorar, e formar sua família,


e assim, um a um irá partindo, e com eles uma enorme dor


de os ver  indo embora de minha casa, onde os criei com tanto amor, e vendo-os crescer...


Pois chegou a vez de cada um passar por esse sentimento.


Mas eu sempre estarei aqui esperando-os sentada em minha cadeirinha


fazendo meus lençóis com tiras de panos,


e a cada termino de uma colcha os presenteio,


com tamanha bondade, para que quando deitarem lembre de mim,


sintam meu abraço, carinho e meu afeto...


Eles hoje podem não estar aqui, ou não lembrar mais de mim


mas todos os dias lembro de meus queridos correndo em minha casa


preenchendo esse vazio que não se completa dentro de mim.


Mas preciso de mais paciência,


para continuar a costurar tira a tira de pano


sentada em minha cadeirinha


esperando que um dia todos voltem...


Voltem para me dar a alegria que um dia eu tive


em vê-los quando crianças,


pois hoje já estão todos adultos


e donos de suas casas com suas famílias,


 e eu vou estar sempre aqui...


Mas dessa vez espero ter a alegria de ver


os filhos de meus filhos, meus bisnetos....


Com quem vou reviver tudo que um dia vivi


com meus queridos filhos que se foram para longe de mim....


Minha Avó, minha segunda mãe, meu Tudo !
                                                                                                    (M. Rafaella Santos)

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